sábado, 26 de janeiro de 2013

O LUAR - LIRA I

Este pertence à sessão de "FORMAS POÉTICAS"

Não vejo muitos coelhos
E nem, tão pouco, queijos...
Frutos de uma cabeça
A amar e sonhar a bessa...
Somente vejo o luar.
Só o luar... E nada mais.

Não olho São Jorge na lua
Nem o dragão que o enfrenta...
A crença cega na escuta
Santa, o coração não aceita.
Só aceito olhar o luar.
Só luar... E nada mais.

Mesmo com muitos estigmas
Feitos por espécies caninas,
Não me torno num lobo
– Visão de um crente ignoto.
Ao ver inteiro luar,
Vejo o apenas... Nada mais.
Ando pela noite, ao luar;

Olho as estrelas no céu...
Ambos, com brilho, a guiar
A humanidade com véus...
Vejo o ambiente lunar:
Lua, estrelas... Nada mais.

Eu só creio no luar...
Quando este condiz, no mar,
O destino da Terra:
Dos seres que vivem nela –
Que olham, na vida lunar,
Somente o Além... Nada mais...

Leandro Monteiro

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