sábado, 2 de março de 2013

INTROSPECÇÃO

 Estes versos velhos, são a continuação do desenterro de poemas "mortos".



Negro,
Um poço de seres estranhos.
Medo,
Um lado mau do ser humano.

Luz,
Está tão díficil alcancá-la.
Nu,
Fico ao acender a luz para uma ameaça.

À alguém que segue só
Num caminho escuro
Onde não há seres com dó
Por si e pelos outros, inseguros.

Inseguros rostos da violência,
Contendo impotência, vergonha...
Mas, também, a desonra e a demência..
São seres, monstros que amedontram.

Fogo,
A luz do que é feito...
Fogo?
Está muito longe de cima;
Mas,  perto de buscar na esquina.

Mas, não posso esperar muito,
pois a minha sorte exposta
E o poço ainda é longo
Para mim, cujo perigo é o escuro...

O escuro de minhas realizações,
O escuro de minhas limitações,
Ambos querendo comer-me,
Ambos querendo ao nada  trazer-me

A este poço sem fundo,
Tão longo e tão perto do mundo.
Um poço chamado vida;
Que, para mim, parece mais sofrida.

Leandro Monteiro

Um comentário:

  1. Bons versos escuros! me lembraram os do Bianc; no tom e no tema.

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