domingo, 17 de março de 2013

POÉTICA DA EXISTÊNCIA (I)

Este é um poema velho (de 2003-2004)  que, diferentemente de outros, teve poucos alterações (o aspecto que mudei foi a pontuação das estrofes). Aqui, dou-lhes a primeira parte.



Num mundo
Caem águas,
Descoberta exata
De ser um ponto:
Quase um nada.

Tão distante
Dos outros,
Medo do novo
Que distinto
Em seus nuances
Controla meu destino (?)

De ser tão paradoxal
Que quer mais
E mais ser único especial,
Menosprezando os outros,
Que apesar dos desgostos,
São um, mas iguais...

Como nos planetas
Em que caem águas...
E o calor se alastra...
Diferenças fazendo dádivas
De cada sistema,
Que o tempo iguala em funerais...


Leandro Monteiro

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