domingo, 10 de março de 2013

PRESSÁGIO (?)

Sentado em um banco, na praça,
Sinto o vento gelar-me a cara...
Cara, corpo, instinto, sinto a desgraça,
Em minha direção, caminhar...

Alma que não está segura
Embora a noite inda não seja escura,
E haja, apesar da luz, muita penumbra
Sobre as quais pessoas sentem-se apreensivas...

Estou no tempo
Em que nada me protege
Nem o véu negro da noite
Nem o raio solar do dia...

Não dá para se esconder
Não dá, também, pra ver
A realidade que se despe
Diante de minha vida...

Infelizmente, ao que parece
Só me resta planejar
A minha despedida,
E esperar a noite chegar

Para minha capa vestir
Meu rosto de sombra cobrir
E eu me metamorfosear
Noutro ser que irei atuar;

Ou esperar até a noite bocejar
Para não correr risco de morte
E assim viver mais um dia, em paz,
Por estar, mais uma vez, ao lado da sorte.

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