terça-feira, 2 de abril de 2013

FACE A FACE




Em meio à selva,
Um caminho estreito se vista,
Uma ponte de calcário faz o cenário;
Está muito calmo...
Tão calmo que não aparece
O que acontece
Do outro lado...
O problema que ainda não nos apresenta.

Os olhos se fechando...
De repente saí da relva
Um animal: uma onça pintada.
E do outro: um índio.
Esse está com arco e flecha;
Aquele está com as garras...
Ambas as armas,
Afiadas de perigo...

Olhos com olhos,
Face com face...
O índio pensa em vingança;
A onça, em sobrevivência:
Uma matança para ambos lembrarem.

Começara um duelo,
Para o solo,
Em que só um sobreviverá
Ao outro, que morrerá.

A paz, agora, é guerra.
A paz só será calma face
Quando a ponte se cobrir de sangue
E os olhos de um dos combatentes
Se cerrarem com silenciosa trégua...

Face a face...
Ambos se balançam na ponte...
Mas o que eles querem agora
É que a ponte se dane.

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