sexta-feira, 22 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

POÉTICA DA EXISTÊNCIA (II)

Estou postando aqui, a segunda (e última parte) do poema.



Num mundo
Caem águas,
Descoberta exata
De ser um ponto
Dentro de um todo:
Quase um nada.

Que quer viajar,
Transcender o universo,
A vida tão comum,
Ao se transformar,
Tornar-se mais um
Segmento Eterno:

Um negro firmamento,
Mas com o brilho
De uma grande estrela,
Com um fogo crescente...
E a sua atenção se expandindo
Para os mais vívidos planetas...

Para que no mundo,
Não caiam águas,
Que são descobertas exatas
De ser um ponto num todo
Que o tempo faz um nada...
Um nada... Um nada?

Leandro Monteiro

quinta-feira, 14 de março de 2013

SAUDADE



Quando no tempo,
Era moeda,
Era especiaria...

Quando a vida
Era curtíssima,
Embora aventureira...

Criou-se mais do que palavra,
Surgiu como status de vida,
Por vários trabalhos, lavras...

Mas mais do que isso,
Indica sensação de falta,
Complemento à alma...

Que convalesce a perda
Do sal, do salário, do calor...
Calor humano, que presenteia,

O tempo, com a saudade...
Saudade, tempero agridoce,
Cuja doçura, no final,

Encontra-se da geleia cerebral;
Que poderá desejar éter na idade.



domingo, 10 de março de 2013

AMNÉSIA



Quero saber
O que sucedeu
Naquele dia
Mas minha cabeça
Quer tudo negar
Sobre a data perdida.

Gostaria de achar
E perguntar a alguém
Sobre aquele fatídico
Dia em que resolvi
Esquecer por vontade...

Mas penso sobre a dor
Que terei de repassar
Na minha memória,
Ter de aceitar a história...

Minha história feita
De vexames e vergonhas
Que faz minha honra
Real, mas diminuída...

... Da ilusão que carrega
Este orgulho forjado, agora,
Por esta ladra amnésia,
Heroína da minha glória?

sexta-feira, 8 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

O RECESSO DO RELÓGIO


O relógio parou... 
É tempo de dormir.
Não vai mais trabalhar.

O grito do trovão
Já, então, lho liberou
Pra que umas boas férias
Ele possa curtir
Na praia do Leblon.

segunda-feira, 4 de março de 2013

AXIOMA

Quem cala
Consente,
Mas não concebe.
Porque o querer
Está aquém
Do indesejar
Que, agora, se sente.

A TORRENTE (TERRA DA ALMA)

A torrente que se tem
É um grande ápice,
Uma imensa catarse
Da glória que não vem...

Os sonhos profundos,
Formação de um mundo,
Os olhos, a neles, crerem
A mente, por eles, fazerem

O mundo que, agora, olha
As mentes que se tornam
Os pesadelos que formam
A realidade onde se mora:

Com muito sol,
Mas poucas sombras
Pra todos que sonham
Em ter uma vida maior

Do que aquelas flores
Que perfumam os campos...
Ao raiarem os seus corpos,
Em estelares se tornarem, sem dores...

Este horizonte a se buscar, tão belo...
Contudo, ainda, haverá a torrente
Que, todavia, está descrente
Na mente de um ser correto:

Que não quer as àguas
Nubladas, tempestuosas
à terra de sua alma
Que se faz, vezes, morta...

Não de plantas e animais,
Mas de climas tropicais;
Que compõem o orvalho
Que a tornam num fresco hálito.

sexta-feira, 1 de março de 2013

ALGO

Este poema, escrito em 2003 e 2004 (senão me engano), posto para vocês. Espero que gostem.

Algo se perdeu
Num passado não tão distante...
Algo que mudaria para melhor o hoje,
Livrando-nos da mesma mesmice, que cresceu...

Uma mesmice de pensar
Sempre mesma solução
certa para uma, errada para outra ocasião...
De falta de alternativa para problemas enfrentar.

Algo se buscou
Num passado não tão distante...
Algo que fez o ontem, mas não faz o hoje...
E nem o amanhã que ainda não raiou.

Porque? O por quê?
Porque agem assim?
Essa situação não terá fim?
Porque? Porque? Hein?

Uma mesmice
De exigir sem ter
Uma mesmice
de mandar sem fazer.

Porque não tomam outras atitudes?
Porque não colaboram conosco?
Não estão vendo nossos problemas amiúdes?
Porque não ajudam vocês que têm riquezas no bolso?

Algo não se tem em vocês
foi o que eu percebi
Sei que nosso sofrer
É seu faz me rir.

Algo que era dos outros,
Quando não era o dono,
Agora é seu também,
Você os mantém:

A mesma prepotência,
A mesma cegueira,
A mesma "competência",
A mesma conivência...

Porque? Por que?
Justo quando acreditávamos em vocês?
Algo realmente se perdeu...
Este algo foi seu honesto eu.

Leandro Monteiro