segunda-feira, 15 de abril de 2013

FROM MONOTONY TO MELANCHOLY



I let my affection out
Out of myself inner
I’m indifferent now…

Constantly within
Little sadness with me
Surrounding me…

Day by day… everyday…
I tried to say, to do,
Tried to take me away…

But my shadows glues
All my animus whoever
It is: man or woman souls…

However, I’m still waiting for
Some thing or body comes to set me
Free from these gloomy foes.


Leandro Monteiro


AFORISMO

A SOLIDÃO é:
Fruto de más palavras,
Fruto de más ações,
Fruto de maus cuidados.

Como é duro ser incompreendido.

domingo, 31 de março de 2013

DIALÉTICA DO NÃO SER





Não sou o quê
Eles querem que seja
E não sou o que
Minha pessoa deseja:

Como uma lisa rosa,
Talvez forte, na face.
E não flácida, espinhosa,
Cheia de pontas na imagem.

Não estou onde querem:
Na petição de ensejos.
Não estou onde desejo:
No meu próprio Éden

Com os pássaros a cantarem
A verdade nos corações...
E não com porcos a grunhindo
Uma parte de suas porções...

Não sou o que eles querem
Que eu seja.
Não estou onde eles querem
Que eu esteja.

Só sou o que não quero
Em meu coração
E só estou onde não quero
Num lugar sombrio e vão...

Sou toda contradição,
De mim e dos outros,
Sou a dialética de não ser
À beira de desaparecer.
  
Leandro Monteiro

sábado, 23 de março de 2013

CLIMA

Dia branco
Quase como um véu
De noiva...

Pena este céu
Não sorrir
Com tão límpida perspectiva...

Pena este céu
Chorar
Os confetes de lágrimas...

Os confetes
Que o tempo
Está a jogar

Neste clima
ambivalente
Em que o céu se situa.


sexta-feira, 22 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

POÉTICA DA EXISTÊNCIA (II)

Estou postando aqui, a segunda (e última parte) do poema.



Num mundo
Caem águas,
Descoberta exata
De ser um ponto
Dentro de um todo:
Quase um nada.

Que quer viajar,
Transcender o universo,
A vida tão comum,
Ao se transformar,
Tornar-se mais um
Segmento Eterno:

Um negro firmamento,
Mas com o brilho
De uma grande estrela,
Com um fogo crescente...
E a sua atenção se expandindo
Para os mais vívidos planetas...

Para que no mundo,
Não caiam águas,
Que são descobertas exatas
De ser um ponto num todo
Que o tempo faz um nada...
Um nada... Um nada?

Leandro Monteiro

quinta-feira, 14 de março de 2013

SAUDADE



Quando no tempo,
Era moeda,
Era especiaria...

Quando a vida
Era curtíssima,
Embora aventureira...

Criou-se mais do que palavra,
Surgiu como status de vida,
Por vários trabalhos, lavras...

Mas mais do que isso,
Indica sensação de falta,
Complemento à alma...

Que convalesce a perda
Do sal, do salário, do calor...
Calor humano, que presenteia,

O tempo, com a saudade...
Saudade, tempero agridoce,
Cuja doçura, no final,

Encontra-se da geleia cerebral;
Que poderá desejar éter na idade.