terça-feira, 21 de julho de 2015

CORAZÓN IRASCIBLE

Ser álguien
Que odia
Las Ethelis
Que andan
Por las calles
No lo creo así...

Ninguno amor
Puede ofrecer
Los espinos
Sin antes dar-la
Su mejor sumo
De las rosas...

Pero no me gusta
Tán atitude extraña
Para estas muchachas
Que no las saben
De verdad, lo que sé
Que ellas los són...

Ninguno amor
Puede sacar
Los las piedras
Sin antes tocarla
Aún (no) quieras
Su cuerpo ardiente...

Pero no me gusta
Tán atitude extraña
Para estas muchachas
Que las saben mucho
De verdad, lo que no sé
Que ellas los harán...

Y qualquiere odio
És como un bolo
Que se da, pero
No quiere recibir
Por saber que tienes
Vários gramas de veneno.

Como puedo aceptar
Tan diverso ser?
Como relacionarme
Debo sin me contener
En mis sentimientos
Contenidos de sufrimientos?

Ninguno dolor
Puede haber
Sin las manos echar
Alguno cuchillo
Al cuerpo amenazar
Lo haciendo sangrar....

Ninguno dolor
Debe surgir
Antes de la realidad
la tornar hecho..
Un corte que nunca va
Cerrar... Y a los puños
Someterse, meterse....
El amor que está en mi.

(Leandro Monteiro)



segunda-feira, 20 de julho de 2015

AH! LE AMOUR!

Avant de je sais
Je sentais,
Mais je ne pas,
Donc, amais
Malgri je veaux
Moi depuis naquis....

De nos jours
Je sais de moi
Et je sens
Que tu chéris moi...
Je aimerai quelqu'un
San je la connaître?

Qu'est-cest amour
Que je connaître
En premier regard
Entre nous deux?
(Ne connais pas encore).

(Leandro Monteiro)





sábado, 18 de julho de 2015

UNSERE ZEIT

Die Gediche ist Geist
Aber es erscheint dass
Es an mich
Gestorben bist...

In Brasilien, die Seele
Von die Wört leben nicht
Niemal per die,
Unwissenheiten.

(Leandro Monteiro)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

BRASILEIRO

Nascer neste solo
E ser estrangeiro
E se ver como dono
Destas largas terras...


As quais são o meu país
Desde que me conheci
A princípio, ignorando
Realidades daqui...

Que estão a cantar,
Que estão a contar,
Que estão a escrever,
Que estão a viver....

Canções,
Histórias,
Em idiomas
Os quais não sei...

Eu sou Branco,
Eu sou Negro,
Eu sou Asiático
Desde que me lembro...

E neste Estado
Eu não consigo
Me identificar
Como ser nativo...

Quem sou eu? Quem sou?
Uma simples pessoa
Falando português
Em Pindorama...

Mas a Pindorama
Está longe, logo ali...
E não falo Tupi, Jê,
Nem outras guaranis.

Quem eu sou? Quem sou?
Amo o meu país,
Mas sei tão pouco
Do que não seja

De mim, de meus pais,
Meus avôs, ancestrais...
(O que eu sei dos índios?)
Eu sou tudo o que há disso.

Não dentro da memória
Deste solo tão milenar;
Mas tudo dela fora,
De auferidas alhures terras.

Eu sou o que somos
(Ao menos, à grande parcela):
Sou Brasileiro,
E vamos nos em boa hora!

(Leandro Monteiro)

terça-feira, 7 de julho de 2015

THESE NIGHTS

Nowadays,
It seems a joke:
Morning gets
So mourning
Faster, earlier
Than my eyes
Comes to blink...

At the first time
In a whole day.

A nights brings
The funny show;
All that is hard
To show in the
Im-possible
Life, we get
From day light...

Desires unfolds
Since fierce work

Some much time
Looking for money
which pays the feeding
Meanwhile my colleagues
Are talking from behind...
Seeing a way the get some
Gold more than them have...
Gold not so essential
To life of all being of nature.

Nowadays,
The rays of light
Seems to be short:
They burn my skin
But not warm my body;
My feelings are freight
And my hands are cold....

Am I really living
Or waiting for dying?

So much time,
Doing what's right
Waiting for approval
Just to receive peace
Of I can not be
For myself usually...
Just the currency way
Made my happy day
After all, the life is:

“No pain no gain,
In spite of my dying plains.”

And I try all to work out,
And I don't forget the duty
And the day rest before me
Even I'm waiting to go out
And get so pleasure and funny....
But I found out that's not for me
And I must value what I reach:
My nights I can live a little bit.

(Leandro Monteiro)







domingo, 10 de maio de 2015

FOR MOTHER'S DAY

Mom
And
Son:

God
And
Child

I was born
And I am
A human being
No matter what...

Luckier is
My daughter
Who'll be
More than me.

(Leandro Monteiro)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

QUEM SOMOS?



Não é o coração
Dono de nossos impulsos?
Sim, Mas nada de emoção!
È a mente que vê a ilusão,
O coração, só, a pulsa.

Assim é a nossa sacra
Vida de ritos preditos...
De alguém cuja palavra
Parecia ter sentido
E tem sentido a caras
Quem ainda acreditam.

Acreditar em quê?
Nos olhos os quais veem
Uma realidade
Que pode ser dobrada
Por uma ilusão óptica?
A verdade está aonde?

Nós somos necessidade,
Ao comermos o pão ...
Também, somos desejo,
Ao querermos o sim
E refutarmos o não
Que nosso não seja.

Porque mais que saibamos
Ainda nós nos indagamos:
Quem nós somos? Quem somos?
E o coração intenso bate
E o cérebro indeciso age...
Na luta pra que o corpo
Viva, então, em plena paz.

(Leandro Monteiro)

domingo, 22 de março de 2015

SUMO DE MI DESEO


Pensar, dormir, soñar,
Todo lo que sucede
No es materia que se mide...
Siempre habrá la realidad,
Por la cual no podré
Tocar, tocar, tocar...


Aunque yo sepa de esto
Es muy temprano para parar.
Si por mis manos, por lo menos,
Yo el fruto alcanzaren
Ya estaré muy satisfecho
Por vivir el sueño que llegue
A tocar, tocar, tocar...

El sumo de mi deseo.


(Leandro Monteiro)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

READY MADE-JUST IN TIME

Mal começou,
O tempo já
Fez uma moto
Bem mais rápida
Do que a usada
No ano anterior...

Há quantos km/h
estamos agora?

(Leandro Monteiro)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

ANO NOVO

Virado o ano, o tempo.
As brumas se dissipam
A chuva está nutrindo
A consciência do apreendido
Fato, que é, agora, memória;
Do cotidiano para história
Do que foram os momentos.

A frente, no horizonte,
A aurora surge entre os montes;
O arco-íris dos desejos
Ressurge em direção
A este novo, que o ensejo
A nos compromete ser a vida
Mais do que o sonho
De uma noite verão....

A nos compromete ser
A expectativa construída,
A realização,
A satisfação adquirida...

Oh! Desejos, desejos..!
As vagas, as vagas!
Nossa possibilidade!
Embora devamos
Estarmos dispostos
Estarmos expostos
A toda agradável
Imprevisibilidade....!

Diante do sol
Diante da chuva
Diante da neblina
Da tempestade
Ou da improvável secura
(Qual façamos acabar)...

Condições para vivermos
E tornamos história
(que esperamos)
Nesta aurora,
(que assim desejamos)
Se consolidar neste ano...

Nesta vida a se tornar
Memória
Nos próximos 365 dias

De cotidiano.

(Leandro Monteiro)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PARA CHAVO


“En viente y ocho
De noviembre
Despídome
De la escena
Espero que tengam
Paciéncia conmigo...
Graciás por seguime
Ustedes fuerón buenos...”

Gracias, decirmos
A ti nosotros
Que de nuestros rostro
muchas veces aburridos
Ha sacado de nosotros
Un importante sonrisa,
A quedarse em nosotros
Sea em la miente
O em el corazón...

Nuestros abrazos
Y cariños de Brasil
Hasta luego Bolaños.
Que te sigas para

El bueno, Diós.

(Leandro Monteiro)

domingo, 16 de novembro de 2014

LIMBO

Com os olhos cerrados
Mergulho no mar de Morfeu,
Poucas horas não bastam
Para que eu voe ao céu.
Contudo, flutuo sob o chão de véu...
(Leandro Monteiro)

sábado, 1 de novembro de 2014

LAS AGUAS (VERSIÓN EN ESPAÑOL)

Aguas vienen
Y vuelvan sucías
Por causa del desdén
De una bestia que tiene
Mente elaborada.

Aguas van...
Para al vano
Porque el ser ve,
Pero no siente
El futuro que tendrá
Pues es incongruente.


Aguas corren
Siempre sin parar...
Sucías, perenenmente;
Pueden quedarse,
Si no buscar la cura
Para el malo hecho
A la límpida orden.

Aguas vienen
Aguas van
?Para donde?
Para la sangre terrestre.


(Leandro Monteiro)


domingo, 26 de outubro de 2014

MIRAGEM POLÍTICA


Sonho de uma noite de verão:
Ver o grande músico Lobão
Pedir, no programa do Faustão,
Votos para Lula, causando confusão..
"Que pesadelo é esse? Meus Deus!"
Assim ele reagiu quando acordou,
"Mas agora acabou, terminou
Certo? Ou não? A Dilma se reelegeu?"
"Se assim for, Bye Bye Brasil"
(Leandro Monteiro)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

ZONA LIMITE

A boca da noite
É tão fria quanto
O beijo da morte
Que o corpo abraça...

Mas o salva a vida,
Nossas alma e corpo,
Se acalenta nossa
Boca o céu do dia.

(Leandro Monteiro)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ME-DITAÇÃO (?)

Feche os olhos
Respire
Caminhe...
Agora?
Neste segundo
Com os olhos
Fechados no mundo?
Abra os olhos
Aja
Faça...
Agora?
Neste segundo
Com os olhos
tensos no mundo?
Respire
Não olhe...
Aja
Não escolha...
Não dá!
Não muda!
Feche e abra
Seus olhos...
Enquanto respira
Podes tu pensar,
Enxergar,
Nova vida?
(Leandro Monteiro)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

EUREKA

A realidade
Se descobre quando
Sou corpo
A cair
Na gravidade
De um tempo Infinito
Mas relativo...

Haja emoção para descrever minha existência!


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

APOCALIPSE HAWKINIANO


Descubra a origem de tudo,
E desalinhe a partícula
De Deus...
Inicie o fim do mundo:
Reconstrução dos ateus.
(Leandro Monteiro)

domingo, 28 de setembro de 2014

COME BACK



It's been a long time
I've been low profile
Since I found the gold
From holding my tongue...

There are so many things
Have happened in the World
That I decided to reopen
The Pandora's box of me:

Release my demons to critize
All the evil beings
Give us some hope to undermine
All the doom predicted.

I come back again,
As a retired man,
After all missions done,
Recalled by urgency.

Now these verses
Reappered stronger
In this lines, I hope,
Are the Start of a Rebirth.

(Leandro Monteiro)


sábado, 14 de junho de 2014

MODORRA

Sentar-se...
Descansar...
E o sono
Chega pra
Me cansar.

Levantar-se..
E cansar-me..
E, então, meu corpo
Pedi para eu
Me despertar.

São os meus olhos,
os quais oscilam
Entre o baixar
E o levantar
Das pupilas.

(Leandro Monteiro)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

CONCIENCIA POLÍTICA

Es hora de despertar,
Nosotros no somos más
Reyes desnudos
Para no notarmos
La realidad de que hay.
...
Somos más que Maduros
Para entendermos que
Están a jugar conosco és
Más que un simple ajerez
Del tabulero que nos muestran.

Las verdadeiras estrategias
A nosostros no son dichas
Quieren revivir el absoluto rey,
Por los actos sutis de violencia,
Escondidas como democracias

Por las palabras que intentán
Tornarme, en hondo de mí,
Responsable por alguno hecho
Que no lo dije o lo hizo a tí
A vos o nosotros, que a nos herió.

Por las palabras que inventán
para tornarnos, en hondo de ti,
mí verdugo para, por un hecho,
Punirme por mís errores vis,
que eran por ti, ayer, Don, visto.

Manaña, el sol, todavía,
Parece no haber salido...
Y sus falacios sonidos,
Aunque sepa los sentidos,
Son la nostra conciencia...

Son las nostras práticas
De una política arcaica
Que no queremos, pero
Olvidarmos cambiarlas
Para no dejarmos de ser
Reyes de si mismo en
Esta democracia de fachada.

Leandro Monteiro

sábado, 10 de maio de 2014

TURNING POINT (BICENTURY MAN'S METAPHOR)


In these long nights
Walking as an android,
I've been careless about
Others and myself
Inspite of a heart's
Still beating inside me...

Living these dark hours,

Seeking something new,
In unexpectance appeared...
A smelling of sweet flower,
A sparkle triggered in my eyes
And something brought me life...

A brighting sun comes
Into my iron cables,
Turns so them to warm
Veins... And I become
A human being again,
Ah! My dear, my Godness!

Those long nights
No matter is the weather
No matter is the time
Are my sun days now!
And for showing I care
About you, I'll tell you now:

Your lights make me change

My CPU into a nature brain;
Your flourished smell
Turns my closed iron body
In an open skin shell
For all who gives love...

Now I'm no more a robot,
I'm a human being who senses
All the things around the world
More than a mere Maths language
All the things that there is or not
Here. And get and gives a love thought.

sábado, 1 de março de 2014

UMA NOITE NA VIDA


Andarilhos pela rua,
Cães ladram se, então, os escutam;
Gatos miam para a lua...

Como a abóbada está linda!
Mais uma noite de vida...
Ou seria, talvez, a última?

(Leandro Monteiro)

MEMÓRIA/ CONSCIÊNCIA (HAI-KAI)


O surgir do humano:
Tintas preenchendo o Papiro
Que, antes, era branco.

 
(Leandro Monteiro)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A COISA

Este quarto existe
Porque estou vivo,
A coisa não existe
Nunca por si mesma,
Pois não se distingue
Perante as demais...
Seja em seu ruído
Ou qual for o cheiro....
Que contradição!
Mas a coisa é deus
(Ser sem nome, antiga
Essência anterior,
Ao nosso céu, o Céu...!),
Qual cria o impensável;
Que é sempre limitada
Por mim, que a define.

(Leandro Monteiro)


domingo, 1 de dezembro de 2013

DASEIN UND DAS CHAOS

Na escuridão das horas,
Preciso abrir os olhos...
Sei que as coisas vão mudar
E não posso ficar pra trás.

Não consigo enxergar...
Nenhuma brecha há...
Preciso achar uma coruja;
Ser suas pupilas noturnas.

Não vejo a alvorada...
Mas sei que se mostrará
A luz desse horizonte dormente
Sob abrigo incandescente...

Com lágrimas terei
Os frutos que se nutrirão
Das chuvas e do calor
Dos furacões à minha frente...

Que impelem alterações
À minha vida desarrumada;
A pôr ordem em minha casa,
Onde viverei transformações...

Pelas minhas pupilas,
Pelas minhas falanges,
Meus lobos faiscantes;
E pelas minhas línguas...

A existir no mundo
Mais luminoso pra mim,
Embora haja no fundo
A escuridão a me seguir.

(Leandro Monteiro)

sábado, 23 de novembro de 2013

PROCURE REFLETIR

Se a satisfação
Vem de sua arte,
O sustento vem do povo...
Se não esconde
O que cria e re-produz,
Se mostra o que o divulga,
Em posturas éticas ou não
Vistas pelos "críticos-pavão",
No querer de artista,
Político ou cientista,
Aparecer na tevê...
Porque não posso escrever
Sobre tal fulano que precisa
Do povo... que todos veem?
Não faço nada senão
Contar a história de um homem
De nosso adorado povo.

(Leandro Monteiro)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A PRIMAVERA



O sol se abre, enfim, no horizonte...
Sua luz brilha além dos montes
Onde o frio é muito constante,
E as vidas são quase errantes.

Ouvir os  pássaros cantarem,
Sentir os cheiros das bromélias,
Das margaridas, azaleias;
Que são aromas pra se fragrarem.

Ah! Que luz suave, que encanto,
Que dissipa ao fim meus prantos;
Que friezas abrigavam,
Pois, a minha lúgubre vida...

Fria que, agora, se derrete
Ao sentir a luz em meu rosto
Que de triste torna-se alegre;
E pede ao pôr do sol: - De novo!

Ver o sol se abrir no horizonte;
A luz brilhar além dos montes,
Ouvindo os pássaros cantarem
E todas as flores suspirarem...

Tudo isso que é um grande encanto
Que dissipam os meus prantos
Ao senti-la quente em meu rosto
Pedindo pra havê-la de novo!        

(Leandro Monteiro Oliveira)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O ARTISTA-HOMEM PÓS-MODERNO (?)

Faz quanto tempo
Procurei ser impessoal
Ver as coisas por si mesmas,
Sem um pingo de narcisismo...

Faz muito tempo,
Venho me dividindo,
Fracionando minha biografia,
Transformando-a em imperfis
Que vivem uma vida em duas.

Como isso tem me deixado infeliz!

Se fosse apenas aptidão
Condizente do ramo a fim!
Mas não é assim, não!
Cientista, de afeto, falta-o razão;
O artista, metódico, sem coração...

Sou ser humano especializado,
Em versos decadentes;
De pensamentos inconsequentes
Para quem se julga ser ajuizado.

Sou o poeta pós-poesia,
Incerto de ser si mesmo.

(Leandro Monteiro)

sábado, 2 de novembro de 2013

P. e F.


Rogério, não é maleável
Como as águas do rio,
Correndo pelo tempo...
Para meu desagrado,
As canções que tanto
Retumbavam nas ondas
Da mais pura liberdade
Cibernética, estão ilhadas...

Um muro surgiu
Diante demais faces;
A música, solapada
No direito do criador
Que, outrora Pink,
Cantou para o mundo
Suas dores e injustiças...

Agora, o criador
Revelou-se Floyd,
Ser autoritário
De um amanhã,
Cujos sons e céu azul
São só democracia
Se há dinheiro à vista.
(Leandro Monteiro)

 

 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

TARDE DE VERÃO

Tarde de verão,
Ando pela rua...
Após tomar
Banho de sol
Afogo-me de sede...

(É verão
E o corpo
Deságua
Pelos poros
Dilatados)

Assim como ar,
Preciso de água
Para refrescar
A minha goela
A minha pele...

(É verão
E o corpo
Deságua
Pelos poros
Dilatados)

A cútis que está
muito dura, seca
Como as conchas
De caramujo do mar...
Minha cabeça delira

(É verão
E o corpo
Deságua
Pelos poros
Dilatados)

Como um marujo
Que vaga pelas vagas
Deste oceano solar
Sobre o qual caminho
Nesta tarde de verão.

(Leandro Monteiro Oliveira)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PERDÃO

Você pisou na bola...
Muito feio comigo,
Vem pedir, agora,
Meu perdão, amigo?

Antes de te dizer
Palavra tão sacra,
Pergunto-te, cara:
Quer se arrepender?

Está arrependido?
Caso os teus olhos
Mostrem esse sentido,
Falo-te: "Te perdoo".

Mas caso queira ter
Mais coisas a prouver
De minha pessoa,
Peço-te: "Vá embora".

Sei que és humano,
Sei que podes errar,
Isto vou considerar,
Mas aceitar ser burro?

Procurá-lo em outro lugar.
Meu peso já é imenso
Para eu carregar
Neste mundo pequeno!

Ou para ficar justo,
Faço-te uma proposta:
Pode carregar minha bigorna
Para dar-me algum lucro?

(Leandro Monteiro)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

EU E MEU VIOLÃO

Neste dias, tenho passado

Com as mãos apalpando

Um violão cansado

De tanto ficar berrando

Ruídos, de meus dedos

Desajeitados em seu concerto.


Não sou um anjo de harpas

Sou um ladrão de cordas

Que de tão minuciosas

Se tornaram desafinadas

Pelos sons que roubei, matei

A cada nota que toquei.

(Leandro Monteiro)

 

domingo, 1 de setembro de 2013

O CONCERTO


Partitura partida
Separa as fusas
E parafusas
Os compassos
Separados...

E a música se constrói
Ou se repara
Em um conserto
Com muitos instrumentos...

E a música se compõe
Ou se arranja,
Em um concerto,
Com muitos instrumentos,

As claves usadas
Fá, sol agora
E a canção toca
As sete notas
e tons sincrônicos.

Da alma que canta
Aquilo que sente
O que lha apraz
O que lha dói
Aos alheios ouvidos
Que aos sons se dispõe.

(Leandro Monteiro)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A BORBOLETA COLORIDA (POEMINHA)

Borboleta a voar,
Borboleta a surgir,
Tão colorida está
Que se pensa ser filha
Do Arco e da Íris, no ar.

(Leandro Monteiro)

domingo, 25 de agosto de 2013

O ESTRANGEIRO (O IMIGRANTE)




Da guerra eu fugi...
Assim como da pobreza
Os italianos vieram...
De falar eu a língua difícil
Essa português de Brasil,
Problemas pra expressar
Eu tido tenho... "tenho tido"

Como ser estrangeiro
complicado é!
Sintaxe é me minha língua
tanto quanto problemático!
Muitos cria ela  desentendimentos
para mim... Ah! Ja!

Estrangeiro ser
E com o idioma sofrer,
Não bastam o sentimentos
Para eu bem me comunicar!
Dureza suportar a solidão
por não me comunicar conseguir!

Ah! Quando isso tudo acabar,
eu quero não mais nada recordar,
Só quero eu a felicidade
Após tanto penar
e o sucesso usufruir!

(Leandro Monteiro)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

PARADOXO (SOCIAL?)

Beleza, estética divina
Vilania
Feiura, estética selvagem
Bondade

E as aparências é segurança
Para continuar nossa andança.

Uma vida, tão bem quista,
Assassina
A morte, tão combatida,
Protegida

E a justiça traz a paz
Após o horror que sub jaz.

Em nossa cabeça,
Na mentes, a ira
A verdade de(s) velada
Justa se manifesta

Entre ditos
Contra ditos
Nós vivemos

O que vemos
Entendemos
E, assim, crermos

Para ser o
Paraíso:
Nosso céu.

sábado, 27 de julho de 2013

EL CÉTICO


Yo no sé de nada
Yo no sé de nadie
No creo en nada
Ni en nadie...
Y prefiero hacerlo
Pues en verdad
No se sabe si
La verdad de ahora
Es la próxima mentira
descubierta por alguien
Quien es un cientista
A comprobarla
En todos sus errores....

Yo no sé de nada
Yo no sé de nadie
No creo en nada
Ni en nadie...
Y prefiero ser así:
A cambiarme
En todo lo posible
Para estar más cerca
de mi perfección
De vivirme e ser feliz
Independiente de
Sucederme mudanzas
No deseados por mí.




domingo, 14 de julho de 2013

GHOST SPEECH (DISCURSO ANÔNIMO)

Sou um homem invisível,
E a minha voz é Eco
A dizer pra um Narciso;
Que só reconhece, à beira do Rio,
As aparências de meu esquecimento.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

REMORDIMIENTO (LA CULPA A SER PAGA)

Hace cuanto tiempo

No me he recordado

De aquél secreto

Que en mí corazón

Yo he guardado...


Me parecías ahora

Tán perdido allí, en mí,

Lejos de mí memoria

Robada por una pesadilla...


- Lamento, mí señor, informarte

Pero aquél bandido

Ha en realidad

Volvido para buscar

De ti más un poquito


Hace tanto tiempo

He venido evitarlo

Lo que supiera de destino

Que tendría darlo:


“El rostro de la vergüenza

La pena dela cárcel

Y el alma violada

Por las manos del arrogancia

(Cual yo he acordado por placer)”


Quiso borrar las escenas

De esos días tan mezquinos

Quiso comprar mí paz

Por la humildad que juré

A mí seguir al nada desear…


Sino lo que he conseguido

Hasta ahora por el olvido

En mis manos, mis piernas,

Mis ojos, mi mente….


Apagarme,  de mí, la culpa

Todo el interés de injurias

Que yo he cometido

Con mí peor enemigo


Me pareces ahora

Que voy olvidarlo

Después de recordar

La muerte que me hice

(O me hará) callar.
(Leandro Monteiro)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

MARIONETE




Si mi ser ahora
Es echo de angustia
Es porque vivo
Lo que he sufrido…

A todo el rato
En que el deber
Siempre me llama
A asumir una culpa.

Soy como un muñeco
Manipulado por manos
Cuales no son de mí ser
Cuya calma quiere obtener...

Tengo que cortar los hilos!
Tengo que deshacer los ovillos!
Quiero ser Pinóquio sin cuerda!
Un simple vaquero por ahora!

Ser don de mis sentimientos
Cuyos solo los echos de alegría
Dejaré entrar en mi cerebro,
Esos únicos hilos, que harán mi vida.

 Leandro Monteiro

domingo, 26 de maio de 2013

PAST REMINDS



Do you remember
When we were children
You had told you wished
A sincere love?

Do you remember
When you swore me
You would listen to me
All I’d spoke you?

Do you remember?
And now you say
That is so hard
To you explain me.

Do you remember
When you said
You would face
All adversities
No matter scars you’d get?

Do you remember
When I claimed me
I should me honest;
Since the truth only
You treasured?

Do you remember?
And now I explain
You were so naïve,
Never knew what’s to live.


Do you remember…
Do you remember?

-No, I don’t remember
I’ve just forgot that
All I'd said were
A dream you had…
You had in your head.

Do you remember?
So, you do forget!